Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer (DA) é neurodegenerativa progressiva, ou seja, provoca a perda gradual de células do cérebro ao longo do tempo. Ela é a principal causa de demência, responsável por cerca de 60% dos casos.1 , 2

Mulher idosa sorrindo ao lado de outra mulher, com as mãos unidas.
Mulher idosa sorrindo ao lado de outra mulher, com as mãos unidas.

O quadro se caracteriza por:1 , 2

Perda de memória (especialmente a memória de fatos recentes);

Dificuldade para pensar, planejar e se orientar;

Prejuízo no comportamento e na autonomia.

Essas alterações tendem a piorar progressivamente, afetando a capacidade de realizar atividades do dia a dia.1 , 2


O diagnóstico da doença de Alzheimer necessita de avaliação clínica, por meio de avaliação do estado cognitivo, além de incluir exames complementares para comprovar a causa: nessa doença, ocorre a deposição de substâncias chamadas de “placas amiloides” no cérebro.1 , 3


Tais exames podem incluir ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitrons (PET) amiloide e análise do líquido cefalorraquidiano (líquor - LCR).2 , 4


Atualmente, já é possível diagnosticar a doença com mais precisão, inclusive em fases iniciais.2 , 4

Qual é a dimensão do problema?

Profissional de saúde segurando a mão de uma pessoa idosa.

No Brasil, aproximadamente 2 milhões de pessoas vivem com demência, com esse número podendo triplicar até 2050.2 , 5 A tendência é de crescimento devido ao envelhecimento populacional.1 , 5

A doença de Alzheimer afeta múltiplos aspectos da saúde, com alteração da cognição e do comportamento (perda progressiva de memória, confusão mental, dificuldade de comunicação, alterações de humor), prejuízo da função física (perda de mobilidade, risco aumentado de quedas e dependência para atividades básicas, como alimentação e higiene pessoal), além de levar a complicações clínicas (infecções, desnutrição, incontinência urinária e fecal), com grande impacto social e familiar.2 , 5


A doença compromete fortemente a qualidade de vida do paciente e dos cuidadores, sendo uma das principais causas de dependência, incapacidade funcional e mortalidade em idosos.1 , 2 , 5


Ainda não existe cura, mas há tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e retardar a progressão.1 , 4

Tratamento medicamentoso:

  • Fármacos que atuam na função cerebral (ex.: aumento da acetilcolina, modulação do glutamato), melhorando sintomas, mas não sendo capazes de atuar na causa da doença;1

  • Terapias antiamiloides (como anticorpos contra beta-amiloide) - são capazes de retardar a progressão, atuando na causa da doença, sendo indicadas somente nos estágios
    iniciais.1 , 3 , 4

Tratamento não medicamentoso:2 , 5

  • Estímulo cognitivo (memória, linguagem);

  • Atividade física;

  • Rotina estruturada;

  • Apoio psicológico.

O tratamento tem por objetivo manter autonomia pelo maior tempo possível e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.2 , 5


A doença de Alzheimer é uma condição grave, progressiva e muito comum, especialmente com o envelhecimento da população. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem retardar a evolução e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente e da família.1 , 2 , 4 , 5

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Aliança global para ampliar o acesso à inovação

Por meio de uma aliança global, Eisai e Biogen unem expertise científica e capacidades complementares para apoiar a disponibilização do LEQEMBI® e contribuir para o avanço do tratamento da doença de Alzheimer.

Novo registro aprovado pela Anvisa

Em dezembro de 2025, o LEQEMBI® (lecanemabe) recebeu aprovação da Anvisa para o tratamento da doença de Alzheimer em estágio inicial.

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Referências bibliográficas: 1. Hampel H, Hardy J, Blennow K, et al. The amyloid-β pathway in Alzheimer's disease. Mol Psychiatry. 2021;26(10):5481-5503 2. Feter N, et al. Who are the people with Alzheimer's disease in Brazil? Findings from
the Brazilian Longitudinal Study of Aging. Rev Bras Epidemiol 2021; 24: E210018. SciELO Brazil.
3. Ono K, Tsuji M. Protofibrils of Amyloid-β are Important Targets of a Disease-Modifying Approach for Alzheimer's Disease. Int J Mol Sci.
2020;21(3):952.
4. van Dyck. C, et al. Lecanemab in Early Alzheimer's Disease. The New England Journal of Medicine. doi:10.1056/NEJMoa2212948.https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2212948. 5. Relatório nacional sobre demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeçõesfuturas / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Gestão do Cuidado Integral. - Brasília: Ministério da Saúde, 2024. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_nacional_demencia_brasil.pdf.

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